Já ouviu falar em QUIET AMBITION? Você precisa saber disso se tem uma empresa.
Essa é uma tendência que vai naquela linha de movimentos que ouvimos muito falar durante a pandemia e pós-pandemia: lembra do Quiet Quitting (demissão silenciosa – ou só fazer o básico) e da Great Resignation (grande debandada – ou pedidos de demissão em massa)?
Basicamente esses fenômenos aconteceram porque muitas pessoas entenderam que não precisavam ou não deveriam aceitar certas coisas no trabalho. Claro que não era alcançável para todos, já que muitos não podiam se dar ao luxo de ter essa, digamos, liberdade financeira. Mas aconteceu em diversos lugares e deixou lideranças de algumas empresas de cabelo em pé.
A onda agora é um pouco diferente. Imagine simplesmente não ter nenhuma vontade de ser promovido ou de liderar ninguém? Muitos profissionais, principalmente da geração Z, entendendo que devem preservar sua saúde mental e manter um estilo de vida mais equilibrado, estão rejeitando posições de liderança e redefinindo o significado de ambição no trabalho.
À primeira vista, isso pode parecer até menor dor de cabeça para as empresas, já que poderia gerar menos competição e menos conflitos entre funcionários, certo? Não é bem por aí. Na verdade, isso é um grande problema.
Já sabíamos que as novas gerações (desde a Y, ou Millenials, que é a minha) buscam mais propósito no trabalho. Mas esse novo movimento do #QuietAmbition pode ameaçar a sucessão nas empresas e abala as estruturas da tradicional carreira corporativa, que sempre se baseou na promoção e ascensão organizacional como o maior fator de motivação e incentivo.
Agora muitos profissionais preferem evitar funções de gestão ou cargos mais altos para ter menos responsabilidade e mais tempo livre – talvez consequência de ver seus pais ou as gerações anteriores trabalhando ferozmente, com pouco tempo para sua vida pessoal e alguns efeitos colaterais bem ruins (como stress, ansiedade, insônia, burnout, depressão, solidão e tantos outros).
Segundo recentes pesquisas, como Visier e Talent, já há dados bastante preocupantes como: apenas 4% entendem que os cargos de alta liderança são uma prioridade (e não necessariamente esses 4% são os melhores) e ainda 62% dos jovens já preferem ficar onde estão nas empresas, sem vislumbrar um cargo como gestor.
Mas e aí, quem vai liderar nas companhias? A camada do “middle management” é uma das mais importantes nas estruturas atuais e também uma das que mais será abalada se esse movimento crescer. Você já pensou sobre isso?
#liderança #gestão #conflitodegerações #genz #millenials #gerações #leadership